domingo, 17 de setembro de 2017

Modelos Pedagógicos e Epistemológicos

Penso que a aprendizagem é toda a vivência, experiência, que o indivíduo adquire desde seu nascimento, somos seres em constante desenvolvimento e evolução, adquirindo conhecimento e aprendendo constantemente independentemente do meio em que estamos inseridos, a aprendizagem acontece de forma gradativa, conforme o tempo de cada um.
Porem segundo o texto de Fernando Becker “Educação e Construção do Conhecimento,” existem concepções diversas sobre como a aprendizagem acontece, o texto nos relata três modelos pedagógicos e epistemológicos:

Pedagogia Diretiva/Epistemológico Empirismo – Somente o professor é o transmissor de conhecimento, ele acredita que o conhecimento acontece na medida que ele introduz as informações ao aluno, nesta concepção a escola afirma que o aluno chega até ela sem nenhuma experiência e conhecimento já adquirido. O aluno está ali somente para aprender e ouvir seus professores, sem direito a se manifestar. É uma concepção que não existe uma troca entre professores e alunos e sim existe um professor autoritário e dono de toda a razão. O aluno é tabula rasa (como uma folha em branco)

Pedagogia não Diretiva/Epistemológico Apriorismo – Está é uma concepção pouco aplicada e vista em salas de aula, pois o professor é visto como um auxiliar do aluno, um facilitador, o aluno já chega a escola com um saber, ele está ali somente para aperfeiçoar o conhecimento já adquirido. O que o aluno resolver fazer é permitido, pois ele precisa encontrar sozinho o caminho, o professor deve se policiar para interferir o mínimo possível nas decisões dos alunos.

Pedagogia Relacional/Epistemológico Construtivista – O professor não acredita na tese que a mente do aluno é tabula rasa, e sim acredita que tudo que o aluno construiu até hoje serve de alicerce para a continuação da construção do conhecimento, e juntos caminham para uma escola construtivista, onde existe troca entre o aluno e professor, ambos caminham juntos em busca da aprendizagem. O professor dá o direito ao aluno de expor suas dúvidas e vivências e muitas vezes o projeto de ensino acontece baseado nessas realidades. O professor ensina, mas também aprende.



sábado, 16 de setembro de 2017

Desafios

Sempre que é lançada uma proposta de uma atividade que envolve práticas em nossas turmas, confesso que fico um pouco apreensiva, pois trabalho na educação infantil com uma turma de maternal l, onde as crianças se encontram na faixa etária entre 2 e 3 anos, e algumas atividades parecem ser um pouco complexas para os pequenos, então tento realiza-las da forma mais simples possível para que meus alunos consigam entender e também para que o objetivo proposto seja atingido.
A proposta foi realizar uma atividade que envolvesse o assunto étnico-racial, então passei para as crianças assistirem o vídeo animado “ Bruna e a galinha d’Angola”, após conversamos sobre as diferenças existentes entre as pessoas e os diversos lugares que elas nascem e assim cada pessoa possui sua raça, assim como também os animais possuem suas diferenças, pois a galinha d’Angola como tem origem africana é muito diferente das galinhas da vizinhança que frequentemente aparecem no pátio da escola, um exemplo simples, onde as crianças relataram que a d’Angola é cheia de pintinhas brancas, enquanto que as que elas já conhecem não tem pintas e geralmente são marrons e pretas.

Para finalizar a atividade as crianças fizeram uma galinha d’Angola com o carimbo de suas mãos.   

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Educação Inclusiva


Falar sobre inclusão nas escolas ao meu ver é um assunto muito delicado, que causa diversos conflitos de opiniões.
Até então eu desconhecia a história das pessoas com deficiência e suas manifestações no Brasil, que ocorreram na década de 70, onde os deficientes foram as ruas dar voz aos seus direitos, e até esse momento eles viviam em instituições ou em seus lares, sem grandes contatos com o mundo exterior.
Me chocou ler e saber que na antiguidade até a idade média as crianças consideradas com algum tipo de deficiência física, sensorial ou mental eram consideradas subumanas, o que as levavam a eliminação e abandono, isso se deu até a difusão do cristianismo.
As mudanças começaram acontecer após a manifestação que ocorreu mais precisamente no ano de 1979, onde começou a se ter um olhar para com os portadores de algum tipo de deficiência, mas ainda acredito que estamos engatinhando para uma inclusão de qualidade no município em que moro e atuo como professora de educação infantil.
Para que haja uma educação inclusiva de qualidade é necessário que a escola esteja preparada para receber esse aluno, com educadores qualificados, espaço físico estruturado ou seja com acessibilidade, e recursos pedagógicos correspondentes as suas necessidades.
Como diz no texto “ História geral do atendimento à pessoa com deficiência”:

 Ao invés de o aluno ajustar-se aos padrões de “normalidade” para aprender, a escola deve ajustar-se à “diversidade” dos seus alunos.

domingo, 10 de setembro de 2017

Como estamos lendo???


Na interdisciplina de Filosofia da Educação lemos os textos " O ato de Estudar" e " Trabalho da Crítica do Pensamento" e também assistimos ao vídeo "O impacto das redes sociais na vida das pessoas" de Leandro Karnal, onde relatei no fórum:
Os textos lidos com base nos fundamentos teóricos de Paulo Freire, nos deixa claro que ao lermos uma bibliografia, ou seja, ao estuda-la passamos por um processo de reflexão, compreensão e interpretação para logo assumirmos uma posição crítica sobre o que foi estudado, sendo necessário um tempo para tal assimilação, ao contrário do que Leandro Karnal nos diz no vídeo, sobre as leituras realizadas através das redes sociais, que por serem um ato praticamente mecânico de se obter informações, onde não acontece uma reflexão, um aprofundamento sobre o conteúdo e sobre a veracidade da autoria do que foi publicado, onde não acontece uma reflexão e compreensão e interpretação pelo que está escrito, consecutivamente não se pode discutir, avaliar ou seja o trabalho da crítica não acontece, continuando silenciado. Enquanto Freire nos diz que a leitura nos leva a compreensão e propriedade sobre determinado conteúdo, para que assim possamos analisarmos e discutirmos de forma crítica, Leandro Karnal nos diz que os conteúdos das redes sociais não se importam com a autoria, sendo assim algo que não é compreendido e sim memorizado.

 

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Primeira aula Seminário Integrador Eixo VI





A primeira aula de Seminário integrador nos fez refletir sobre os inúmeros tipo de preconceito e discriminação existente em nosso meio, realizamos uma dinâmica onde cada grupo apresentou em forma de desenho e relatou algum tipo de preconceito sofrido por alguém do grupo, foi uma aula onde podemos pensar e perceber como este tipo de coisa ainda acontece frequentemente e de formar variadas, mesmo já no século em que nos encontramos.
Preconceito é uma forma de pensar pré concebida, de atitude discriminatória perante as pessoas, que se manifesta de várias formas: social, racial, sexual e muitas outras. 

O desenho acima foi o que meu grupo apresentou na aula, que relata uma situação vivida por mim em meu ambiente de trabalho:
Sou agente de apoio a educação infantil, cargo que exige ter o magistério e que exerce as mesmas funções que as professoras, ou seja, sou responsável pela turma e pela parte pedagógica também e certo dia ouvi minha colega dizendo que como que ela teria que sobrar na escola se ela era professora graduada e ficaria uma agente de apoio em seu lugar, isto ao meu ver é um ato de discriminação, pois ela se acha superior por ter uma graduação e eu somente o magistério, sendo que exercemos as mesmas funções.
Assim constatamos que existem inúmeros tipos de preconceito, e em todos os lugares.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Gestão Democrática

A gestão democrática na educação é um assunto bastante debatido e reivindicado pela comunidade escolar, aos poucos ela vem sendo construída, mas ainda há um longo caminho a percorrer, para que de fato ela venha atuar de forma concreta e efetiva.
Quando pensamos em gestão democrática, um dos itens que se pressupõe ser de mera importância para a democracia seria a eleição dos diretores realizada com a participação da comunidade escolar, porém não é essa a realidade de alguns órgãos de ensino, onde a gestora é indicada para o cargo através do meio executivo, ou seja é um cargo de confiança com pretensões políticas. Em alguns órgãos, como as escolas de educação infantil esse processo democrático acontece de forma lenta e parcial, pois os gestores necessitam da aprovação da SME (Secretaria municipal da educação), para resolverem determinados assuntos, não obtendo autonomia para certas tomadas de decisões, como diz Vitor Paro (2005): autonomia esbarra no cumprimento de leis superiores, o que o torna “um mero preposto do estado”.
Também existem alguns segmentos que incluem a comunidade escolar que devem ser atuantes e participativos nas tomadas de decisões, assumindo assim seus papéis dentro do âmbito que se diz ser democrático, que seria o Concelho escolar, Círculo de pais e mestres, Grêmio estudantil, tendo como participantes os membros da diretoria da escola, funcionários, pais, alunos e comunidade escolar.
O Conselho escolar é um órgão democrático que deveria ser atuante em todos os estabelecimentos de ensino, porém é fato que em alguns, ele só consta no papel, por ser de obrigatoriedade sua existência. Contudo há escolas que contam com a participação efetiva e constante dos membros do conselho escolar que tem por objetivo auxiliar, decidir e resolver problemas relacionados a todo o âmbito escolar, toda e qualquer tomada de decisão deve ter a aprovação dos membros do concelho.
Foi na realização da entrevista com o presidente do concelho escolar da escola em que atuo, que sanei algumas dúvidas sobre suas funções, na qual foi citado o direito do presidente do CE em ter acesso ao número dos pedidos de consertos e outras demandas protocoladas para reivindicar o andamento do processo, possuindo o direito de resolver pessoalmente esses assuntos, buscando a melhoria e a preservação da escola em que está inserido.
Ex: O presidente do conselho escolar da escola falou diretamente com o subprefeito da região sobre as infiltrações da escola e sobre o alagamento em dias de chuva, solicitando o reparo e troca de canos das valas, onde foi aberto o processo que já está em andamento para reforma.
É de muita importância para os estabelecimentos de ensino a participação ativa desses órgãos compostos por segmentos da comunidade escolar, assim estão caminhando, mesmo que lentamente, para uma gestão democrática de fato, onde existe uma parceria entre escola e comunidade.

domingo, 2 de julho de 2017

Educação e qualidade

Falar em qualidade na educação de fato não é um assunto simples, pois o mesmo se torna bastante amplo, levando em consideração todos os aspectos que o mesmo abrange, então é importante deter ou focar de início nos profissionais atuantes nessa área, pois primeiramente para se obter qualidade na educação é preciso ter educadores qualificados, e isso acontece se aos mesmos forem oferecidos formações continuadas para que através delas eles possam aperfeiçoar seus conhecimentos, inovando, criando novas possibilidades para que o aluno resgate o interesse pelas aprendizagens e pelo meio escolar, mas para que o educador tenha estimulo para tais inovações é preciso também ter reconhecimento salarial, tornando  essa carreira atrativa e não desmotivadora. O educador auxilia na formação do sujeito, tarefa de grande responsabilidade e nenhum reconhecimento dos órgãos superiores.
Como manter uma qualidade na educação sem termos alunos motivados a dar continuidade aos estudos, muitos frequentam a escola até o momento em que seus pais os guiam, e isso no período da educação infantil ao fundamental, após isso muitos nem ingressam no ensino médio e assim consecutivamente não chegam ao ensino superior como nos diz a Prof. Dalila Andrade , o Prof. Luiz Fernandes Dourado e o reitor Edivar Madureira no vídeo : Qualidade da Educação: Acesso e permanência.
 Para que a emenda constitucional 59 que trata da universalização na educação aconteça, é necessário ter estrutura para acolher a demanda de alunos na educação infantil.
Muitos alunos não chegam ao ensino superior, pois antes de concluírem o ensino médio já começam a se sentirem desmotivados pela falta de condição de ingressar em uma universidade, as privadas por não possuírem condições financeiras para frequentar, as públicas ou federais pela dificuldade que encontram em conseguir acesso, pois os planos como o ENEM se tornam difícil pelas notas de cortes exigidas para aprovação e outros obstáculos mais que levam o aluno a desistir de estudar.
Em relação as verbas municipais e federais em que as escolas fazem parte, a educação infantil está inserida no PDDE ( Programa dinheiro direto na escola), verba que vem do MEC, direto para conta do CPM da escola, as vezes esta verba vem em uma única parcela, outras vezes em duas parcelas, sendo uma no primeiro semestre e a outra no segundo, está verba é liberada para consumo e bens permanentes, sendo sempre necessária a aprovação do Conselho Escolar para a definição do seu destino.