terça-feira, 25 de junho de 2019

Complementando Educação de Jovens e Adultos


Educação  de Jovens e Adultos no Brasil é uma etapa da educação que ainda apresenta muita dificuldade em todos os sentidos, pois existe uma falta de educadores qualificados para atuarem nessa área educacional, muitos desmotivados e já cansados da jornada de trabalho não apresenta interesse em  formações para melhor atender o educando assim contribuindo para que a aprendizagem aconteça, também existe instituições que não se preocupa em colocar alguém com capacitação na EJA, dando importância somente em ter essa etapa na escola independentemente de como a aprendizagem ira acontecer. Outro agravante na EJA é o aluno que muitas vezes chega cansado de um dia exaustivo de trabalho, ou até mesmo por ser difícil sua locomoção até a escola, acabam por apresentar um nível baixo de aprendizagem, assim como também se encontra aqueles alunos que ao completar a faixa etária dos 15 anos são passados automaticamente para a EJA.
Para que muitos desses alunos não cheguem a evasão é necessário que o educador esteja disposto a fazer a diferença, acredito que assim como nas outras etapas da educação, na EJA também seja importante trabalhar com conteúdos que estejam relacionados coma realidade dos alunos ali inseridos, pois cada um que ali está, traz consigo uma bagagem, experiência de vida e diversas culturas.
Para que a EJA tenha um trabalho bem sucedido é preciso que cada sujeito seja valorizado e sua diversidade cultural levada em consideração para a elaboração dos planos de aula, os motivando a buscarem o futuro que almejam, auxiliando no desenvolvimento de sujeitos autônomos e críticos. 


Brincar pra quê?


Em 20 de maio de 2016 falei sobre a semana do brincar realizada na minha escola, mas me contive em citar somente como foi a rotina daquela semana, e não sobre a importância do brincar e da ludicidade, então digo que: o ato do brincar vai muito além de uma simples atividade lúdica, e sim através dele se está contribuindo para a construção da autonomia da criança, é por meio das descobertas que elas podem se expressar, analisar, criticar e transformar.
O brincar com objetivo de desenvolver a autonomia das crianças necessita um uso livre de brinquedos e materiais, que permita a expressão da aprendizagem por investigação, onde elas através de suas curiosidades, dúvidas e interesses organizam seus próprios meios de brincar.  Só assim, o brincar estará contribuindo para a construção da mesma.
É por meio da ludicidade que as crianças têm oportunidade de aprender valores importantes para o convívio em sociedade, é necessário buscar maior conhecimento de práticas pedagógicas que nos auxiliem no desenvolvimento da identidade e autonomia da criança.
            Aproveito o horário de pátio livre dos meus alunos, para observar cada um deles; como organizam suas brincadeiras, reagem nas horas de conflitos, interagem com o grupo, representam alguma angústia através da brincadeira, pois acredito ser esse o momento mais propício para conhecermos nossos alunos, cada um com suas individualidades, e que é de grande importância para o desenvolvimento do sujeito, pois é através das brincadeiras que a criança expõe suas aprendizagens e também suas dificuldades, são meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual. Sabemos que para manter o seu bem-estar a criança necessita brincar, jogar, criar e inventar, é brincando que ela convive com os medos com as raivas, com ansiedades e estabelece o equilíbrio entre o mundo.
O ato de brincar na educação infantil é de suma importância para o desenvolvimento da criança e sua aprendizagem.

 Segue link postagem anterior:

Complementando - Música-


Complementando uma outra postagem sobre a música digo que a musicalidade existe, acima de tudo, para ampliar a percepção da criança para os sons, portanto, ela deve ser tratada de forma lúdica, livre e diversificada.
Não é uma aula para se ensinar conteúdos, mas sim para instigar a curiosidade, e introduzir os aspectos gerais da música, aqueles mais básicos e fundamentais.
Segundo Brito (2003, p.89):
Além de cantar, devemos brincar com a voz, explorando possibilidades sonoras diversas: imitar vozes de animais, ruídos, o som das letras (com a preocupação de enfatizar a formação labial), entoar movimentos sonoros (do grave para o agudo e vice-versa). É importante que o trabalho vocal ocorra num ambiente motivador e descontraído. 
Através da musicalidade também podemos trabalhar a Literatura, pois com a música é possível dramatizar uma narrativa, recitar um poema em forma de música.
A música sempre esteve presente em minha rotina na sala de aula, confeccionei uma caixa musical onde cada criança retira de dentro uma figura na qual devemos escolher uma cantiga de roda que tenha ligação com essa figura, assim é estimulado a concentração, memória, interação com o grupo e até mesmo a criatividade em inventar músicas com as respectivas figuras.
Segundo Monique Andries Noqueira (2003) em seu artigo “Influência da música no desenvolvimento da criança”, as cantigas de roda na educação infantil também são importantes para trabalhar a maturação da criança, ela também nos diz em seu artigo que ouvir música causa estímulos cerebrais bastante intensos, a música por ser relaxante pode estimular a absorção de informações, isso quer dizer que podemos ter uma melhor aprendizagem quando estamos ouvindo um tipo especifico de música, também potencializa a aprendizagem cognitiva.
           A musicalidade é também uma das áreas do conhecimento importante a ser trabalhada, pois, ela estimula o cérebro, trazendo inúmeros benefícios ao ser humano.

Segue link da primeira postagem sobre a música:


segunda-feira, 24 de junho de 2019

Voltando a falar de Matemática


Como trabalho na educação infantil só afirmou o que penso, que a aprendizagem acontece de forma lúdica, que a matemática se aprende através do jogo e que ela está inserida em todos os momentos da rotina de uma sala de aula. 
Em uma outra postagem do blog afirmei: De forma natural as crianças caminham pelo mundo da matemática sem sequer perceber, pois através das brincadeiras elas intuitivamente aprendem a contar, comparar, medir, calcular....
Na educação infantil a matemática está inserida nas simples rotinas da sala de aula, tais como: chamadinha, painel da rotina, calendário, aniversariante do mês e outras atividades.
A criança aprende com maior facilidade, acontece uma fixação maior de aprendizagem quando ela tem interesse pelo conteúdo a ser aprendido, quando a algo concreto, aprender a seriação, quantificação, classificação de uma forma lúdica e concreta faz com que a aprendizagem aconteça de forma natural e divertida, longe de ser um conteúdo imposto de forma cansativa e maçante, onde muitas vezes dentro de algumas horas ou até mesmo minutos já se foi esquecido e nada ficou assimilado.
Ao ver o desenvolvimento e aprendizagem de meus alunos através das propostas realizadas, constato o quanto é positivo o resultado das atividades que realizadas.


Desafios e mais Desafios


Em 16 de setembro de 2017 minha postagem do blog foi referente a uma atividade que evolvesse assuntos sobre étnico-racial, onde seu título era “Desafios”, pois achei a proposta desafiadora por ter que a desenvolver em uma turma de maternal.
Porém hoje com uma outra visão sobre o assunto já não considero tão complicado abordar este assunto em sala de aula, mesmo se tratando de uma turma com crianças tão pequenas, pois faz parte da nossa vida, da nossa realidade as diferenças raciais, e está é uma cultura que deve estar sempr presente dentro das salas de aula.
O projeto realizado em meu estágio curricular envolvia histórias infantis, onde “Cabelos de Sara” uma história reproduzida através de vídeo trás uma linda mensagem sobre as diferenças, estimulando o respeito e a igualdade para com o outro, conversei bastante com as crianças sobre como as pessoas tem o cabelo diferente, cada uma tem um tom de pele e neste mesmo momento foi feita uma análise sobre todos da turma e após arrumaram os cabelos uns aos outros, após ser bastante debatido sobre as diferenças mostrei a elas imagens das vestimentas africanas, e após fizemos uma oficina de turbantes, para que todos se apropriassem da cultura africana.


Os contos de fadas possuem muitos aspectos que contribuem para o desenvolvimento infantil.
Enquanto diverte a criança, o conto de fadas a esclarece sobre si mesma, e favorece o desenvolvimento de sua personalidade. Oferece significado em tantos níveis diferentes, e enriquece a existência da criança de tantos modos que nenhum livro pode fazer justiça à multidão de diversidade de contribuições que esses contos dão à vida das crianças. (BETTHELEIM,2007, p.20).


Novos olhares para Literatura infantil


Em uma postagem do blog falei sobre como surgiu um projeto de contação de histórias, hoje com uma outra visão sobre a literatura infantil abordaria com outros objetivos este projeto, pensando em meu trabalho de conclusão do curso que é voltado para este assunto, sigo pensando a importância dos contos mas de uma maneira mais individual para com cada criança.
https://lucianedasilva.blogspot.com/2017/05/como-surgiu-o-projeto.html
A literatura infantil não é importante somente para o desenvolvimento da linguagem e escrita como é vista em muitos âmbitos escolares, ela se faz de grande valia no desenvolvimento emocional, social, na autonomia, na construção de valores, fora o lindo mundo da imaginação que ela representa para as crianças.
Quando ainda pequenas as crianças se encontram na construção do entendimento sobre o que sentem, apresentando dificuldades em nomear e compreender o que se passa, pois ainda só conseguem perceber a sensação de medo, tristeza e a ansiedade provocada por esta intranquilidade.
A literatura infantil apresenta inúmeras listas que trazem em seus contextos estas questões, sendo aliadas das educadoras nas conversas sobre as emoções, sentimentos, enfrentamentos de dificuldades.
De acordo com Abramovich (2009, p.14),
é importante para a formação de qualquer criança ouvir, muitas histórias...Escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, e ser um leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo...

A literatura infantil é antes de tudo arte: uma miscelânea de criatividade que representa o mundo, a vida através das histórias. Mistura os sonhos com a realidade.


Professor Reflexivo parte 2


No primeiro momento ao falar em professor reflexivo eu pensava somente em refletir sobre as atitudes e comportamento dos alunos, achando que era um sinônimo de olhar atento para com o aluno, agora já entendo que não é somente isto, que ser reflexivo não significa ter pensamentos voltados somente aos alunos, e sim também pensamentos sobre a própria prática.
É muito importante que o professor analise suas práticas, e se seus objetivos estão sendo alcançados de forma significativa, pois se não estão é preciso rever o planejamento e suas ações.
 O educador deve refletir e fazer algumas perguntas tais como:
Como a proposta foi desenvolvida?
Os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento foram contemplados?
Os materiais (tipos e quantidades) e os espaços foram apropriados?
As intervenções e os encaminhamentos provocaram pensamentos e ações nas crianças? Quais foram eles?
Surgiram novas oportunidades de experiências?

Os interesses das crianças apontaram para novos percursos? Quais?
É preciso observar se a proposta despertou o interesse dos alunos, se todos participaram, se está dentro da realidade, se a mesma não foi desenvolvida de forma satisfatório se analisa o que é preciso mudar, melhorar para o desenvolvimento da proposta.
Só refletindo sobre a nossa prática, sendo um professor reflexivo é que vencemos as dificuldades dentro das salas de aulas.
De acordo com Dewey, “a busca do professor reflexivo é a busca do equilíbrio entre a reflexão e a rotina, entre o ato e o pensamento”
A reflexão implica em saber as razões pelas as quais faço e porque faço.
O educador precisa conhecer seu grupo de alunos e a partir daí fazer as perguntas:
O que faz as crianças participarem das propostas?
O que instiga as crianças?
Como provoca-las para participarem das propostas?